terça-feira, 17 de junho de 2014

OS TRABALHADORES DO SENHOR

OS TRABALHADORES DO SENHOR

É chegado o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da humanidade. 
Felizes serão aqueles que trabalharam no campo do senhor com desinteresse,movidos apenas pela caridade! Suas jornadas de trabalho serão recompensadas cem vezes mais do que esperavam. 
Felizes serão aqueles que disserem a seus irmãos: 'Vamos trabalhar juntos e unir nossos esforços, para que o senhor encontre obra terminada quando chegar', porque ele vai dizer:"venham a mim, que são bons servidores,que souberam calar seus melindres e discórdias para não deixar a obra prejudicada". 
Mas infelizes daqueles que, por suas divergências vaidosa,retardam a hora da colheita. A tempestade vira sobre eles e serão levados no turbilhão! E nessa hora irão reclamar:"PIEDADE,PIEDADE SENHOR!" E ele lhes dirá: "Porquê me pede piedade,vocês que não tiveram piedade para com  seus irmãos? Que recusaram estender a mão ao fraco,e o colocaram em uma situação ruim em vez de socorrê-lo? Porque pedem piedade, vocês que procuraram recompensa nos gozos terrenos e na satisfação do orgulho próprio? ja receberam a sua gratificação de acordo com  a sua vontade, nada mais devem pedir.As recompensas celestes são para aqueles que não receberam as recompensas na terra".
ese.capitulo 20

segunda-feira, 16 de junho de 2014

AGIR E ACREDITAR

Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.
Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.
O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho.
O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras.
Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro, agir.
Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos.
O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força.
O barco, então, começou a dar voltas, sem sair do lugar em que estava.
Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor.
Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.
Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.
Então, o barqueiro disse ao viajante:
Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.
Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos, ao mesmo tempo, e com a mesma intensidade: agir e acreditar.
Não basta apenas acreditar, senão o barco ficará rodando em círculos. É preciso também agir, para movimentá-lo na direção que nos levará a alcançar a nossa meta.
Agir e acreditar. Impulsionar os remos com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais e não esquecer que, por vezes, é preciso remar contra a maré.

E você? Está remando com firmeza para atingir a meta a que se propôs?
Se o barco da sua autoconfiança está parado no meio do caminho ou andando em círculos, é hora de tomar uma decisão e impulsioná-lo com força e com vontade.
Lembre que só você poderá acioná-lo utilizando-se dos dois remos: agir e acreditar.
*   *   *
Caso você ainda não tenha uma meta traçada ou deseje refazer a sua, considere alguns pontos:
verifique se os caminhos que irá percorrer não estarão invadindo a propriedade de terceiros;
se as águas que deseja navegar estão protegidas dos calhaus da inveja, do orgulho, do ódio;e, antes de movimentar o barco, verifique se os remos não estão corroídos pelo ácido do egoísmo.
Depois de tomar todas estas precauções, siga em frente e boa viagem.
MOMENTO ESPIRITA

domingo, 15 de junho de 2014

MALEDICENCIA

Maledicência

Maledicência é o ato de falar mal das pessoas.  
Definição bem amena para um dos maiores flagelos da Humanidade.
Mais terrível do que uma agressão física.  Muito mais do que o corpo, fere a dignidade humana, sujar reputações, destrói existências.

       Mais insidiosa do que uma epidemia, na forma de boato - eu "ouvi dizer" - alastra-se como rastilho de pólvora.  
Mera visão pirotécnica em princípio:  "Ele paga suas contas com atraso" ou "Ela sai muito de casa". 
 Depois, explosiva: "Ele é um ladrão!  " ou "Ela está traindo o marido!"

Arma perigosa, está ao alcance de qualquer pessoa, em qualquer idade, e é muito fácil usá-la: basta ter um pouco de maldade no coração.

Tribunal corrupto, nele o réu está, invariavelmente, ausente.  É acusado, julgado e condenado, sem direito de defesa, sem contestação, sem misericórdia.

Tão devastadora e, no entanto, não implica nenhum compromisso para quem a emprega.  Jamais encontraremos o autor de um boato maldoso, de uma "fofoca” comprometedora. O maledicente sempre "vende" o que "comprou".

Ninguém está livre dela, nem mesmo os que se destacam na vida social pela sua capacidade de realização, no setor de suas atividades.  Estes, ao contrário, são os mais visados.  Nada mais gratificante para o maledicente do que mostrar que "fulano não é tão bom como se pensa".

Não há agrupamento humano livre da maledicência. Está presente mesmo onde jamais deveria haver lugar para ela: em instituições inspiradas em ideais religiosos de serviço no campo do Bem.  Quando se manifeste nessas comunidades, infiltrando-se pela invigilância de companheiros desavisados, que se fazem agentes do Mal, é algo profundamente lamentável, provocando o afastamento de muitos servidores dedicados e aniquilando as mais promissoras esperanças de realização espiritual.

       Nem mesmo o Cristo, inspiração suprema desses ideais, esteve livre dela.  Exemplo tipico de seu poder infernal foi o comportamento da multidäo, que reverenciou Jesus na entrada triunfal, em Jerusalém; no entanto, poucos dias depois, instigada pela maledicência dos sacerdotes judeus, festejou sua crucificação, cercando a cruz de impropérios e zombarias.

       A maledicência tem sua origem, sem dúvida, no atraso moral da criatura humana.  Intelectualmente, a Humanidade atingiu culminâncias. Chegamos à Lua, desintegramos o átomo.  Moralmente, entretanto, somos subdesenvolvidos, quase tão agressivos e inconseqüentes como os habitantes das cavernas, e, se o verniz de civilidade nos impede de usar a clava, usamos a língua, atendendo a propósitos de auto-afirmação, revide, justificação ou pelo simples prazer de atirar pedras ein vidraças alheias.

       Não se dá conta aquele que se compraz em criticar a vida alheia, que a maledicência é um ato de autofagia (condição do animal que se nutre da própria substância, que come o próprio corpo). O maledicente pratica a autofagia moral.  A má palavra, o comentário desairoso contra alguém geram, no autor, um clima de desajuste íntimo, em que ele perde força psíquica e se autodestrói moralmente, envenenando-se com a própria maldade.  Por isso, pessoas que se comprazem nesse tipo de comportamento são sempre inquietas e infelizes.

       Jesus adverte que o maldizente fatalmente será vítima da maledicência, quer porque onde estiver criará ambiente propício à disseminação de seu veneno, quer porque a Vida o situará, inelutavelmente, numa posição que o sujeitará a críticas e comentários desairosos, a fim de que aprenda a respeitar o próximo.

       Deixando bem claro que a ninguém compete o direito de julgar, o Mestre recomenda que, antes de procurarmos ciscos no olho de nosso irrnäo, tratemos de remover a lasca de madeira que repousa, trânqüila, no nosso.  Se possuímos incontáveis defeitos, se há tantas tendências inferiores em nossa personalidade, por que o atrevimento de criticar o comportamento alheio?

       E há os estudos de Psicologia que oferecem uma dimensão bem maior ao ensinamento evangé1ico.  Admitem hoje os psicólogos que tendemos a identificar com facilidade nos outros o que existe em abundância em nós. O mal que vemos em outrem é algo do mal que mora em nosso coração.  Por isso, as pessoas virtuosas, de sentimentos nobres, são incapazes de enxergar maldade no próximo.

       É preciso, portanto, treinar a capacidade de enxergar o que as pessoas teem de bom, para que o Bem cresça em nós. O primeiro passo, dificil mas indispensável, é "minar a maledicência.  Um recurso valioso para isso é usar os três crivos, segundo velha lenda de origem desconhecida, que vários escritores atribuem a Sócrates, lembrada pelo Espírito Irmão X, psicografia de Francisco Cândido Xavier, em mensagem publicada pela revista "Reformador", no mês de junho de 1970:

"Certa feita, um homem esbaforido achegou-se ao grande filósofo e sussurrou-lhe aos ouvidos:
- Escuta, Sócrates... Na condição de teu amigo, tenho alguma coisa de muito grave para dizer-te, em particular...
- Espera!... - ajuntou o sábio, prudente.  passaste o que me vais dizer pelos três crivos?
- Três crivos? - perguntou o visitante, espantado.
- Sim, meu caro, três crivos.  Observemos se a tua confidência passou por eles. O primeiro é o crivo da verdade.  Guardas absoluta certeza quanto aquilo que me pretendes comunicar?
- Bem - ponderou o interlocutor -, assegurar, mesmo, não posso... Mas, ouvi dizer e...então...
- Exato.  Decerto peneiraste o assunto pelo segundo crivo, o da bondade.  Ainda que não seja real o que julgas saber, será pelo menos bom o que me queres contar?
Hesitando, o homem replicou:
        - Isso não ... Muito pelo contrário...
   - Ah! - tornou o sábio - então recorramos ao terceiro crivo, o da utilidade, e notemos o proveito do que tanto te aflige.
- Útil?!... - aduziu o visitante ainda mais agitado. - útil não é...
-             Bem - rematou o filósofo num sorriso -, se o que me tens a confiar não é verdadeiro, nem bom e nem útil, esqueçamos o problema e não te preocupes com ele, já que de nada valem casos sem qualquer edificação para nós. . . "



Referências bibliográficas:

Richard Simonetti – A voz do monte

Há muitas moradas na casa de meu Pai

DIFERENTES CATEGORIAS DE MUNDOS HABITADOS

3. Do ensino dado pelos Espíritos, resulta que muito diferentes
umas das outras são as condições dos mundos, quanto
ao grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus
habitantes. Entre eles há os em que estes últimos são ainda
inferiores aos da Terra, física e moralmente; outros, da
mesma categoria que o nosso; e outros que lhe são mais
ou menos superiores a todos os respeitos. Nos mundos
inferiores, a existência é toda material, reinam soberanas
as paixões, sendo quase nula a vida moral. À medida que
esta se desenvolve, diminui a influência da matéria, de tal
maneira que, nos mundos mais adiantados, a vida é, por
assim dizer, toda espiritual.
4. Nos mundos intermédios, misturam-se o bem e o mal,
predominando um ou outro, segundo o grau de adiantamento
da maioria dos que os habitam. Embora se não possa
fazer, dos diversos mundos, uma classificação absoluta,
pode-se contudo, em virtude do estado em que se acham e
da destinação que trazem, tomando por base os matizes
mais salientes, dividi-los, de modo geral, como segue: mundos
primitivos, destinados às primeiras encarnações da alma
humana; mundos de expiação e provas, onde domina o mal;
mundos de regeneração, nos quais as almas que ainda têm
o que expiar haurem novas forças, repousando das fadigas
da luta; mundos ditosos, onde o bem sobrepuja o mal;
mundos celestes ou divinos, habitações de Espíritos depurados,
onde exclusivamente reina o bem. A Terra pertence
à categoria dos mundos de expiação e provas, razão por
que aí vive o homem a braços com tantas misérias.
5. Os Espíritos que encarnam em um mundo não se acham
a ele presos indefinidamente, nem nele atravessam todas
as fases do progresso que lhes cumpre realizar, para atingir
a perfeição. Quando, em um mundo, eles alcançam o grau
de adiantamento que esse mundo comporta, passam para
outro mais adiantado, e assim por diante, até que cheguem
ao estado de puros Espíritos. São outras tantas estações,
em cada uma das quais se lhes deparam elementos de progresso
apropriados ao adiantamento que já conquistaram.
É-lhes uma recompensa ascenderem a um mundo de ordem
mais elevada, como é um castigo o prolongarem a sua
permanência em um mundo desgraçado, ou serem relegados
para outro ainda mais infeliz do que aquele a que se
vêem impedidos de voltar quando se obstinaram no mal.