Esse blog será voltado a comentar sobre livros espiritas, temas atuais e tudo voltado ao espiritismo codificado por Allan Kardec
quarta-feira, 18 de junho de 2014
terça-feira, 17 de junho de 2014
OS TRABALHADORES DO SENHOR
OS TRABALHADORES DO SENHOR
É chegado o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da humanidade.
Felizes serão aqueles que trabalharam no campo do senhor com desinteresse,movidos apenas pela caridade! Suas jornadas de trabalho serão recompensadas cem vezes mais do que esperavam.
Felizes serão aqueles que disserem a seus irmãos: 'Vamos trabalhar juntos e unir nossos esforços, para que o senhor encontre obra terminada quando chegar', porque ele vai dizer:"venham a mim, que são bons servidores,que souberam calar seus melindres e discórdias para não deixar a obra prejudicada".
Mas infelizes daqueles que, por suas divergências vaidosa,retardam a hora da colheita. A tempestade vira sobre eles e serão levados no turbilhão! E nessa hora irão reclamar:"PIEDADE,PIEDADE SENHOR!" E ele lhes dirá: "Porquê me pede piedade,vocês que não tiveram piedade para com seus irmãos? Que recusaram estender a mão ao fraco,e o colocaram em uma situação ruim em vez de socorrê-lo? Porque pedem piedade, vocês que procuraram recompensa nos gozos terrenos e na satisfação do orgulho próprio? ja receberam a sua gratificação de acordo com a sua vontade, nada mais devem pedir.As recompensas celestes são para aqueles que não receberam as recompensas na terra".
ese.capitulo 20
segunda-feira, 16 de junho de 2014
AGIR E ACREDITAR
Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas
cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu
destino.
Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no
horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo,
oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.
O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria
realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho.
O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser
letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou
que eram mesmo duas palavras.
Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro, agir.
Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles
nomes originais dados aos remos.
O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar,
e remou com toda força.
O barco, então, começou a dar voltas, sem sair do lugar em que
estava.
Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor.
Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.
Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos,
movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados,
navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.
Então, o barqueiro disse ao viajante:
Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a
meta que desejamos atingir.
Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a
meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos, ao mesmo tempo, e com
a mesma intensidade: agir e acreditar.
Não basta apenas acreditar, senão o barco ficará rodando em
círculos. É preciso também agir, para movimentá-lo na direção que nos levará a
alcançar a nossa meta.
Agir e acreditar. Impulsionar os remos com força e com vontade,
superando as ondas e os vendavais e não esquecer que, por vezes, é preciso
remar contra a maré.
E você? Está remando com firmeza para atingir a meta a que se
propôs?
Se o barco da sua autoconfiança está parado no meio do caminho
ou andando em círculos, é hora de tomar uma decisão e impulsioná-lo com força e
com vontade.
Lembre que só você poderá acioná-lo utilizando-se dos dois
remos: agir e acreditar.
* * *
Caso você ainda não
tenha uma meta traçada ou deseje refazer a sua, considere alguns pontos:
verifique se os caminhos
que irá percorrer não estarão invadindo a propriedade de terceiros;
se as águas que deseja
navegar estão protegidas dos calhaus da inveja, do orgulho, do ódio;e, antes de
movimentar o barco, verifique se os remos não estão corroídos pelo ácido do
egoísmo.
Depois de tomar todas
estas precauções, siga em frente e boa viagem.
MOMENTO ESPIRITA
domingo, 15 de junho de 2014
MALEDICENCIA
Maledicência
Definição
bem amena para um dos maiores flagelos da Humanidade.
Mais terrível
do que uma agressão física. Muito
mais do que o corpo, fere a dignidade humana, sujar reputações, destrói existências.
Mais insidiosa
do que uma epidemia, na forma de boato - eu "ouvi dizer" - alastra-se
como rastilho de pólvora.
Mera
visão pirotécnica em princípio: "Ele paga suas contas com
atraso" ou "Ela sai muito de casa".
Depois, explosiva: "Ele é um
ladrão! " ou "Ela
está traindo o marido!"
Arma
perigosa, está ao alcance de qualquer pessoa, em qualquer idade, e é muito
fácil usá-la: basta ter um pouco de maldade no coração.
Tribunal
corrupto, nele o réu está, invariavelmente, ausente. É acusado, julgado e condenado, sem
direito de defesa, sem contestação, sem misericórdia.
Tão
devastadora e, no entanto, não implica nenhum compromisso para quem a
emprega. Jamais
encontraremos o autor de um boato maldoso, de uma "fofoca” comprometedora.
O maledicente sempre "vende" o que "comprou".
Ninguém
está livre dela, nem mesmo os que se destacam na vida social pela sua
capacidade de realização, no setor de suas atividades. Estes, ao contrário, são os mais
visados. Nada mais gratificante
para o maledicente do que mostrar que "fulano não é tão bom como se
pensa".
Não há
agrupamento humano livre da maledicência. Está presente mesmo onde jamais
deveria haver lugar para ela: em instituições inspiradas em ideais religiosos
de serviço no campo do Bem. Quando
se manifeste nessas comunidades, infiltrando-se pela invigilância de
companheiros desavisados, que se fazem agentes do Mal, é algo profundamente
lamentável, provocando o afastamento de muitos servidores dedicados e
aniquilando as mais promissoras esperanças de realização espiritual.
Nem mesmo o Cristo, inspiração suprema
desses ideais, esteve livre dela. Exemplo
tipico de seu poder infernal foi o comportamento da multidäo, que reverenciou
Jesus na entrada triunfal, em Jerusalém; no entanto, poucos dias depois,
instigada pela maledicência dos sacerdotes judeus, festejou sua crucificação,
cercando a cruz de impropérios e zombarias.
A maledicência tem sua origem, sem
dúvida, no atraso moral da criatura humana. Intelectualmente, a Humanidade atingiu
culminâncias. Chegamos à Lua, desintegramos o átomo. Moralmente, entretanto, somos
subdesenvolvidos, quase tão agressivos e inconseqüentes como os habitantes das
cavernas, e, se o verniz de civilidade nos impede de usar a clava, usamos a
língua, atendendo a propósitos de auto-afirmação, revide, justificação ou pelo
simples prazer de atirar pedras ein vidraças alheias.
Não se dá conta aquele que se compraz
em criticar a vida alheia, que a maledicência é um ato de autofagia (condição
do animal que se nutre da própria substância, que come o próprio corpo). O
maledicente pratica a autofagia moral. A
má palavra, o comentário desairoso contra alguém geram, no autor, um clima de
desajuste íntimo, em que ele perde força psíquica e se autodestrói moralmente,
envenenando-se com a própria maldade. Por
isso, pessoas que se comprazem nesse tipo de comportamento são sempre inquietas
e infelizes.
Jesus adverte que o maldizente
fatalmente será vítima da maledicência, quer porque onde estiver criará
ambiente propício à disseminação de seu veneno, quer porque a Vida o situará,
inelutavelmente, numa posição que o sujeitará a críticas e comentários
desairosos, a fim de que aprenda a respeitar o próximo.
Deixando bem claro que a ninguém
compete o direito de julgar, o Mestre recomenda que, antes de procurarmos
ciscos no olho de nosso irrnäo, tratemos de remover a lasca de madeira que
repousa, trânqüila, no nosso. Se
possuímos incontáveis defeitos, se há tantas tendências inferiores em nossa
personalidade, por que o atrevimento de criticar o comportamento alheio?
E há os estudos de Psicologia que
oferecem uma dimensão bem maior ao ensinamento evangé1ico. Admitem hoje os psicólogos que
tendemos a identificar com facilidade nos outros o que existe em abundância em
nós. O mal que vemos em outrem é algo do mal que mora em nosso coração. Por isso, as pessoas virtuosas, de
sentimentos nobres, são incapazes de enxergar maldade no próximo.
É preciso, portanto, treinar a
capacidade de enxergar o que as pessoas teem de bom, para que o Bem cresça em
nós. O primeiro passo, dificil mas indispensável, é "minar a
maledicência. Um recurso
valioso para isso é usar os três crivos, segundo velha lenda de origem desconhecida,
que vários escritores atribuem a Sócrates, lembrada pelo Espírito Irmão X, psicografia de Francisco Cândido
Xavier, em mensagem publicada pela revista "Reformador", no mês de
junho de 1970:
"Certa
feita, um homem esbaforido achegou-se ao grande filósofo e sussurrou-lhe aos
ouvidos:
- Escuta,
Sócrates... Na condição de teu amigo, tenho alguma coisa de muito grave para
dizer-te, em particular...
-
Espera!... - ajuntou o sábio, prudente. Já passaste o que me vais dizer
pelos três crivos?
- Três
crivos? - perguntou o visitante, espantado.
- Sim,
meu caro, três crivos. Observemos
se a tua confidência passou por eles. O primeiro é o crivo da verdade. Guardas absoluta certeza quanto aquilo
que me pretendes comunicar?
- Bem -
ponderou o interlocutor -, assegurar, mesmo, não posso... Mas, ouvi dizer
e...então...
-
Exato. Decerto peneiraste o
assunto pelo segundo crivo, o da bondade. Ainda que não seja real o que julgas
saber, será pelo menos bom o que me queres contar?
Hesitando,
o homem replicou:
- Isso não ... Muito pelo contrário...
- Ah! - tornou o sábio - então
recorramos ao terceiro crivo, o da utilidade, e notemos o proveito do que tanto
te aflige.
-
Útil?!... - aduziu o visitante ainda mais agitado. - útil não é...
- Bem - rematou o filósofo num
sorriso -, se o que me tens a confiar não é verdadeiro, nem bom e nem útil,
esqueçamos o problema e não te preocupes com ele, já que de nada valem casos
sem qualquer edificação para nós. . . "
Referências bibliográficas:
Richard Simonetti – A voz do monte
Há muitas moradas na casa de meu Pai
DIFERENTES CATEGORIAS DE MUNDOS HABITADOS
3. Do ensino dado pelos Espíritos, resulta que muito diferentes
umas das outras são as condições dos mundos, quanto
ao grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus
habitantes. Entre eles há os em que estes últimos são ainda
inferiores aos da Terra, física e moralmente; outros, da
mesma categoria que o nosso; e outros que lhe são mais
ou menos superiores a todos os respeitos. Nos mundos
inferiores, a existência é toda material, reinam soberanas
as paixões, sendo quase nula a vida moral. À medida que
esta se desenvolve, diminui a influência da matéria, de tal
maneira que, nos mundos mais adiantados, a vida é, por
assim dizer, toda espiritual.
4. Nos mundos intermédios, misturam-se o bem e o mal,
predominando um ou outro, segundo o grau de adiantamento
da maioria dos que os habitam. Embora se não possa
fazer, dos diversos mundos, uma classificação absoluta,
pode-se contudo, em virtude do estado em que se acham e
da destinação que trazem, tomando por base os matizes
mais salientes, dividi-los, de modo geral, como segue: mundos
primitivos, destinados às primeiras encarnações da alma
humana; mundos de expiação e provas, onde domina o mal;
mundos de regeneração, nos quais as almas que ainda têm
o que expiar haurem novas forças, repousando das fadigas
da luta; mundos ditosos, onde o bem sobrepuja o mal;
mundos celestes ou divinos, habitações de Espíritos depurados,
onde exclusivamente reina o bem. A Terra pertence
à categoria dos mundos de expiação e provas, razão por
que aí vive o homem a braços com tantas misérias.
5. Os Espíritos que encarnam em um mundo não se acham
a ele presos indefinidamente, nem nele atravessam todas
as fases do progresso que lhes cumpre realizar, para atingir
a perfeição. Quando, em um mundo, eles alcançam o grau
de adiantamento que esse mundo comporta, passam para
outro mais adiantado, e assim por diante, até que cheguem
ao estado de puros Espíritos. São outras tantas estações,
em cada uma das quais se lhes deparam elementos de progresso
apropriados ao adiantamento que já conquistaram.
É-lhes uma recompensa ascenderem a um mundo de ordem
mais elevada, como é um castigo o prolongarem a sua
permanência em um mundo desgraçado, ou serem relegados
para outro ainda mais infeliz do que aquele a que se
vêem impedidos de voltar quando se obstinaram no mal.
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